Venezuela rejeita a ALCA e propõe a criação de um bloco alternativo
- Wando Moreira
- 4 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
Delegação critica a forma como membros estão rejeitando Cuba em integrar o bloco.
Em entrevista exclusiva para o jornal `La Nación`na tarde de hoje, o delegado da Venezuela afirma que não irá fazer parte da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e pretende levar adiante a criação da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América). de acordo com o representante de Caracas, a criação desse bloco que já estava sendo discutido desde 2004 visa em “uma forma para juntar os países latino-americano com as mesmas ideias contrária a iniciativa liberal da ALCA”.
Essa iniciativa parte em um momento em que a maioria dos membros da Cúpula das Américas rejeitou a inclusão de Cuba como parte do bloco, alegando que o país não tem um modelo de democracia esperado pelos mesmos países e que a nação comandada por Fidel Castro está suspensa da OEA (Organização dos Estados Americanos) desde 1962. Na análise do delegado venezuelano, esses argumentos apresentados pelos países não fazem o menor sentido para o atual momento. “É estranho esses países suspenderem Cuba, visto que nas décadas de 60 a 80 diversos países membros da OEA também eram governados por regimes ditatoriais e nenhum deles foi suspensos”, cita ele em alusão ao momento em vários países passaram por ditaduras devido a época da Guerra Fria.
Ao ser questionado da contradição no ingresso de Cuba em um bloco econômico de viés liberal, quando o país vive em um regime socialista, o delegado representante do presidente Hugo Chávez acredita numa política pragmática. “Acredito que em nome de uma integração com todos os países latinos-americanos de maneira igualitária seja social ou política, não seria problema abrir mão de ideologias e que a gente precise lidar com países que estão neste sistema neoliberal para evoluirmos em um capitalismo de mercado parecido com o modelo Chinês”.
PROJETO ALBA
De acordo com o delegado da Venezuela, a ALBA teria como objetivo como uma forma de criação de um bloco que seja um contraponto às propostas neoliberais comandadas pelos EUA. “A aliança comercial é importante pois visa na criação de um sistema interno que possa promover uma solidariedade latina-americana que promova o debate entre os países dentro dessa esfera e que não esteja presa aos interesses dos Estados Unidos”.
Constituída em Havana no ano passado por Hugo Chávez e Fidel Castro, o acordo que visou a criação da ALBA tem como propósito primário na colaboração do governo cubano ao enviar médicos para ajudar no território venezuelano e pela colaboração da Venezuela ao abastecer Cuba com seu petróleo, o tratado agora visa como uma forma da Venezuela bater de frente com a possível criação da ALCA caso não incluísse Cuba no bloco. De acordo com o delegado venezuelano, alguns países já sinalizam querer fazer parte do grupo, como a Nicarágua e a Dominica e que no futuro outras nações possam querer participar do bloco. “nós pretendemos realizar mais reuniões com o objetivo de fechar alianças com diversos países para termos uma maior capacidade de desenvolvimento saudável com as nações participantes”, afirma o diplomata.





Comentários